Os humanos têm uma caixa de voz, ou laringe, diferente de qualquer outro primata.

Como espécie, podemos produzir fala fluida que pode provocar uma resposta emocional.

Esta é uma dádiva de Deus para as espécies em geral, mas é um fardo para os indivíduos com problemas na laringe.

Para aqueles que nascem incapazes de falar ou perdem a fala mais tarde, usar um dispositivo robótico só pode ajudar muito.

Stephen Hawking e seu sintetizador de voz são um dos casos mais notáveis ​​de um humano usando uma caixa de voz protética.

Mas, embora o físico fosse capaz de falar qualquer palavra no dicionário, sua máquina não podia dar ênfase a certas palavras ou dar a impressão de que Hawking estava fazendo uma pergunta em vez de simplesmente dizer uma declaração.

Um grupo de pesquisadores reconheceu o potencial de um dispositivo que poderia dar àqueles sem uma caixa de voz funcionando uma voz realista.

A equipe, sediada na Universidade da Califórnia, em São Francisco, iniciou os primeiros passos em direção a essa descoberta, determinando qual área do cérebro é responsável por controlar o tom na fala humana.

O tom nos permite transmitir humor ou ênfase ao falar. Altos e baixos passos são criados pela vibração das cordas vocais. Estes, por sua vez, são controlados pela tensão nas dobras que vem da flexão dos músculos, causando uma vibração mais rápida.

O estudo, publicado na revista Cell , teve como objetivo ver quais áreas do cérebro foram ativadas quando diferentes alturas foram criadas. Isso só poderia ser feito estudando o cérebro das pessoas enquanto elas falam em tempo real.

Usando o mesmo método de detecção, conhecido como eletrocorticografia, os cientistas recrutaram voluntários desse grupo de pacientes com epilepsia.

Pediram a todos que repetissem a seguinte frase: “Eu nunca disse que ela roubou meu dinheiro”. Cada vez, os participantes foram instruídos a colocar ênfase em uma palavra diferente, a fim de alterar o significado da frase (e o tom de sua voz).

Ao estudar de perto a atividade cerebral, a equipe descobriu que os neurônios em uma área específica do cérebro – o córtex motor da laringe dorsal – foram ativados quando o pitch foi alterado. Quando o campo se elevou, a área mostrou mais atividade.

Além de examinar a atividade, os pesquisadores também estimulavam eletricamente os neurônios nessa área. Isso fez com que os músculos da laringe se flexionassem e até induzisse uma resposta vocal em alguns pacientes.

Os participantes também experimentaram ouvir de volta suas próprias vozes, o que causou uma resposta na área dorsal.

Fonte: Revista CELL

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